Sábado, Março 28, 2009

Batata























a minha cabeça caminha a meu lado com os seus milhares de pés muito finos em forma de cabelos... às vezes olha para o meu corpo e pensa que pareço uma batata cheia de raízes

Terça-feira, Outubro 07, 2008

a folha branca encheu-se de luto e eu nada consegui desenhar.


















qual das estrelas és tu Tintim?

Sábado, Julho 19, 2008

Quinta-feira, Maio 15, 2008

esfinge















enigma:

num chaveiro existem 5 chaves de 5 cores diferentes (vermelho, laranja, verde, azul e roxo).
qual delas abre a porta e qual é a sua ordem no chaveiro sabendo que:
  • a vermelha é algures à esquerda da que abre a porta;
  • a azul não é em nenhuma das pontas;
  • entre a verde e a que abre a porta estão 2 chaves;
  • a roxa é ao lado da que abre a porta;
  • a laranja é no meio.

Domingo, Maio 04, 2008

vivo uma vida redondamente triangular num planeta claramente cúbico

Segunda-feira, Abril 21, 2008




Segunda-feira, Abril 14, 2008

Sexta-feira, Abril 11, 2008

Segunda-feira, Março 10, 2008

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

esboço para "às vezes nascem pêlos e flores em lugares estranhos"



Sábado, Dezembro 15, 2007

Global Warming



Sábado, Dezembro 08, 2007

vazio



















A adj. 1 que não contém coisa alguma; que só contém ar; 2 desprovido de móveis; 3 que não tem ninguém; desocupado; 4 que não tem habitantes; despovoado; 5 esvaziado; despejado; 6 sem recheio; oco; 7 |fig.| insatisfeito; 8 |fig.| frívolo; fútil; vão; 9 |fig.| falho de inteligência; 10 |fig.| livre
B s.m. 1 vácuo; ausência de matéria ponderável; 2 espaço não ocupado; 3 ausência de conteúdo; 4 |fig.| sensação resultante da perda ou da falta de algo que se considera importante; sentimento de insatisfação; 5 |pop.| hipocôndrio; 6 parte da perna dianteira do bovídeo, junto à barriga, abaixo da pá; 7 pl. (besta) ilhargas; flancos; MATEMÁTICA conjunto ~ conjunto que não tem elemento algum (Do lat. vacivu-, <>)

Domingo, Setembro 30, 2007

Penso, logo desisto!


Quinta-feira, Julho 12, 2007

GRRRRRRRR......


Sábado, Junho 16, 2007











Sábado, Maio 12, 2007

esboço


Quarta-feira, Abril 25, 2007


Sábado, Abril 21, 2007

Chaplin ...ou o Céu de pantanas!




Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

IF: sprout


Domingo, Fevereiro 04, 2007

rabbit


Terça-feira, Janeiro 30, 2007

Illustration Friday: Red


Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Cérbero (47 minutos e 23 segundos depois de engolir o meu cérebro)

Domingo, Dezembro 24, 2006

Domingo, Dezembro 10, 2006

Illustration Friday: Mask

Domingo, Dezembro 03, 2006

Illustration Friday: Might

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

O Pensador II / The Thinker II

























Illustration Friday: Smoke / Fumo



The dream of a shadow of smoke – Current 93

"So is every man. he is born in vanity and sin. he comes into the world like Morning
Mushrooms, soon thrustling up their heads into the air, and conversing with Their
Kindred of the same production, and as soon as they turn to dust and Forgetfulness,
Some of them without any other interest in the affairs of the world, but that
They Made their parents a little glad and very sorrowful..."

Ashes to ashes, dust to dust

"Others ride longer in the storm, maybe until seven years of vanity be expired And
Then, preadventure, the sun shines hot upon their heads, and they fall into the Shades below, into the cover of death and darkness and the grave to hide them.
But If the bubble stands the shock of a bigger drop, and outlives the chance of a Child
Or a careless nurse, or drowning in a pail of water, or being overlaid by a Sleepy Servant,
or such little accidents, then the young man dances like a bubble,
Empty And gay, and shines like a dove's neck, or the image of a rainbow, which has no Substance, and whose very imagery and colours are fantastical.
And so he dances Out The gaiety of his youth, and is all the while in a storm, and endures only Because He is not knocked on the head by a drop of bigger pain, or crushed by the Pressure Of a load of undigested meat, or quenched by the disorder of an ill-placed Humour

Homer calls man a leaf, the smallest;
Pindar calls him the dream of a shadow, another, the dream of a shadow of smoke;
But St. James spake, by a more excellent spirit, saying our life is but a Vapour, That is to say, drawn from the air by a celestial influence, made of smoke and The Lighter parts of water, tossed by the wind and moved by the motion of a superior Body, without virtue in itself and lifted up on high or left below, according as It Pleases the demands of its foster fathers..."

Ashes to ashes, dust to dust

In my mind is the sound
Of rudderless ships
A time, and a time
And a time
And a time
So much silence
Deafens our ears
So much emptiness
Hinders our movements
Lost in the earth
And lost in the air
Around my hollow globe
Broken feathers
Blocking my words
And the no-one speaks
Oh no-one moves
Broken in snow
The sun bares teeth
So one: i shall build a boat
Two: i shall not fly a flag
Three, three, three: God's three functions
So three: i shall cross myself
Four: and hope to die

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

erupção cutânea

Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Illustration Friday: Wind / Vento

























o vento gelado saindo através dos teus dentes. decapitou-me a alma. agora o nosso silêncio ainda seca as minhas lágrimas. e ainda tento abrir os lábios colados com o meu próprio sal.

Terça-feira, Outubro 31, 2006

a primeira lição (e última) do meu anterior lápis

























quando se amar muito alguém...nunca desenhar um precipíciooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Sábado, Outubro 14, 2006

piu!

Terça-feira, Setembro 26, 2006

Supercalifragilisticexpialidocious!

Quinta-feira, Julho 27, 2006

ups! nasci! ...e agora???

Terça-feira, Julho 04, 2006

sem título III

Quinta-feira, Junho 29, 2006

sem título II

Sexta-feira, Junho 23, 2006

o Touro e a Planta


o meu anjo da guarda sentou-se em cima da minha cabeça e disse-me: «tu nunca agarraste a vida pelos cornos. puxaste-lhe sempre e apenas o rabo!». logo um rio de lágrimas saiu dos meus olhos em cascata caindo sobre os meus pés enterrados num vaso.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

sinto-me vegetal

Terça-feira, Junho 13, 2006

eis a razão dos meus torcicolos...

























o pescoço é a parte do corpo dos vertebrados que une a cabeça ao tronco. e existe uma grande probabilidade de eu, num futuro não muito longínquo, me afogar nele.

Sábado, Junho 10, 2006

a trajectória percorrida por um corpo não celeste em torno de um planeta desconhecido.

Domingo, Maio 21, 2006

sem título I

Quarta-feira, Maio 17, 2006

não consigo lembrar-me do título deste desenho. está debaixo da língua [dentro da boca presa ao ramo por um fio].

Sábado, Maio 13, 2006

o meu gato continua [nostálgico] a olhar para a janela do meu quarto...


...enquanto o meu silêncio é apenas exterior. e, dentro da minha cabeça, existem agora tantas palavras que não consigo decidir quais usar para te dizer...

Terça-feira, Maio 09, 2006

queria dizer-te algo mas...não sei. terei as palavras certas dentro de mim?


decido fazer o pino para que todas as palavras existentes dentro de mim se concentrem no meu cérebro. enquanto espero observo o meu gato que olha [nostálgico] para a janela do meu quarto.

Segunda-feira, Maio 08, 2006

oh não!!! outro peixe???

Quarta-feira, Maio 03, 2006

o pássaro que calçou os sapatos do Mickey enquanto eu tentava achar a minha cabeça perdida no fundo do coração

Quinta-feira, Abril 27, 2006

ouviste o meu silêncio e...


...espreitaste pela porta que deixei entreaberta... viste que eu estava sentada. a sorrir. mas as mãos seguravam o meu próprio coração ensanguentado e fora do peito.

Terça-feira, Abril 25, 2006

ZZZZZ..........ZZZZZ..........ZZZZZ..........




















um dia sentei-me a pensar na Vida. com Ela enroscada no colo, como um gato. passaram-se anos e, quando decidi levantar-me, reparei que Ela tinha muito menos pêlo.

Quinta-feira, Abril 20, 2006

os peixes fogem-me, incontroláveis, pelos bicos dos lápis

Quarta-feira, Abril 19, 2006

...tens fio suficiente?


perdi-me algures dentro de mim. num labirinto cinzento. gelado. as minhas asas [de insecto] estão coladas com a humidade. não consigo voar. nem posso. há predadores nas paredes à minha espera. procura-me. e se me encontrares leva-me para fora de mim. para perto de ti. sinto frio. e o labirinto é grande...

Domingo, Abril 16, 2006

sem título.

Sexta-feira, Abril 14, 2006

clitie [ou o Sol desapaixonado que se esconde atrás de uma nuvem cinzenta]

Quarta-feira, Abril 12, 2006

sofrerei de algo contrário ao sigmatismo?


a pronúncia [incompleta] de uma palavra deixou-me uma letra amarga na boca. ficou colada ao céu da boca. como uma estrela mas sem brilho. cuspo-a. é um S. de profunda Saudade. lembras-te das osgas no verão mastigando insectos como pastilhas?

Sábado, Abril 08, 2006

o pensador

Sexta-feira, Abril 07, 2006

tirei do bolso da perna esquerda a memória. ao folhear algumas páginas reabriram-se algumas feridas [que cosi com os meus cabelos].

Quinta-feira, Abril 06, 2006

perspectiva ambígua

Terça-feira, Abril 04, 2006

paisagem interior nº 40265

Quinta-feira, Março 30, 2006

o auto-retrato possível

Domingo, Março 26, 2006

o grito

Sábado, Março 25, 2006

a trágica e ténue fronteira entre equilíbrio e desequilíbrio

Terça-feira, Março 21, 2006

o adeus desenhado com o teu silêncio...definitivo.


(até um dia Teca!)

Segunda-feira, Março 20, 2006

consegues respirar debaixo de água?


estás dentro de mim. e eu gosto de ti dentro de mim. quero-te dentro de mim. para sempre! mas não quero isolar-te com a minha dor. vou arrancá-la do peito e enchê-lo de Mar.

Domingo, Março 19, 2006

nos milésimos de segundo que antecedem a queda penso...será o mundo inteiro uma gigantesca prisão?


















sempre o mesmo aquário. redondo. e todos os dias as mesmas pedras. a mesma comida. enlouqueço! quero sair! furiosa e desesperadamente dou um salto. com a impulsão consigo projectar o corpo para o exterior desta masmorra líquida.

Sexta-feira, Março 17, 2006

ovo

Quarta-feira, Março 15, 2006

insónia

Segunda-feira, Março 13, 2006

nascem-me cogumelos na pele


deito-me. a humidade cola-se (pegajosa) à minha pele. lambo-me e sinto o meu sal. e também o teu açúcar. então pergunto-me (enquanto continuo a lamber-me): ainda o teu sabor doce no corpo e já esta saudade insuportável? decido levantar-me e beber um copo de água. deito-me outra vez. e penso (enquanto lambo as costas): hoje vou jantar bifinhos aux champignons e comer-te em forma de saudade.

Domingo, Março 12, 2006

...e do meu sangue nascerá pégaso!

Sexta-feira, Março 10, 2006

desesperam-se os pés.quando a espera é longa...

Quarta-feira, Março 08, 2006

oinc!...




















...ou os dias cinzentos em que sentimos um forte impulso de abrir o peito e arrancar o coração. com as nossas próprias mãos. enquanto os nossos próprios desenhos nos olham. pensativos.

Domingo, Março 05, 2006

la vache qui chante


















enquanto eu exprimo a alegria através de uma contracção especial dos lábios, da boca e dos músculos da face, acompanhada de sons desarticulados e de contracções abdominais.

Sábado, Março 04, 2006

a impossibilidade da comunicação. sou uma parede onde nascem algumas flores


às vezes, quando falam comigo, nascem-me flores no lugar da cabeça. a comunicação revela-se assim impossivel.

Quinta-feira, Março 02, 2006

o mar ilíquido



















tento não pensar. mas afundo-me num mar de pensamentos. e descubro todos os dias que ainda não sei nadar.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

terei subido alguns degraus?


quando olho para dentro de mim só vejo escadas. se descer, chegarei à Solidão? e se subir, encontrarei a Loucura? sento-me. decidir pode demorar quase uma vida. olho para o espelho. pareço diferente...

Sábado, Fevereiro 25, 2006

engoli a semente do vento pensando que era uma aspirina

















logo depois senti: no copo uma tempestade. no corpo outra ainda mais violenta.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

a insegurança das mãos
























às vezes nascem seres estranhos nas extremidades dos lápis. e depois tenho medo de desenhar. porque podem morder-me.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

outono

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

canso-me desta pele opaca
























quando puderes rasga-me a pele. queres? e engravida-me com o teu sorriso...

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

tenho que lavar a boca com champô anti-caspa!

























envolvi-me com a primeira sombra que encontrei. e mastiguei, na escuridão, as tuas palavras. com a fúria de quem quer esquecer. sujaram-me os dentes. agora não quero sorrir nunca mais. penso:

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

a insustentável leveza da Vida


escondo-me de mim. não quero encontrar-me. porque, se isso acontecer, encontrar-te-ei a ti. algures. dentro de mim. na curva de uma veia. ou no canto de um osso. na raiz de um cabelo. a mastigar-me. para me lembrares que existes. e que eu existo. e que o Tempo passou enquanto eu olhava para o relógio. escondo-me. sem querer, caio num buraco. sem fundo. vejo as estrelas que estão no outro lado à medida que vou atravessando as entranhas da Terra. então penso, se não me agarrar a nada cairei a Vida inteira. e a Morte inteira também.

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

gosto de sentir a brisa do mar nas palavras escondidas

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

07:15
















...a esta hora não há barcos para o Esquecimento!

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

vénus de mil rostos impossíveis

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

saudade




















comecei por engolir a tua fotografia. depois arranquei os olhos e engoli-os para te ver. depois queria abraçar-te e engoli todo o meu corpo. mas fiquei ainda mais só dentro de mim.

Domingo, Janeiro 29, 2006

quero-te!


















da boca saem-me cordas para te prender. pois com palavras não conseguiria desatar-te.

Sábado, Janeiro 28, 2006

paisagem interior


quero as tuas mãos quentes. aquecem a minha pele fria. de serpente. e limpam-me o corpo desta saudade cor-de-sal. quero arder todos os dias no desejo de encontrar-te. à noite. sem as tuas mãos sou como uma árvore que amou o fogo. sem antes beber um copo de água.

retrato de um violador

Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

o meu coração nasceu da semente que no meu peito plantaste

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

retrato das cabeças das serpentes decapitadas

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

retrato de um ditador

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

às vezes anoitece quando o sol nasce.

modelo com entrada para headphones

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

esboço para uma aparição

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

sou um saco!

havia nevoeiro quando trepei pelo silêncio e me sentei na Lua. somos sacos que carregam Almas, pensei. quero ser uma Cadeira.

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

sou um saco...vazio.

Domingo, Janeiro 15, 2006

- Tu é que és dEUS?

...outra morte.


se as minhas mãos fossem asas esvoaçando entre nuvens cinzentas... mas dentro do meu peito batem as horas cansadas e os meus olhos sentam-se à beira do rio e aguardam...

Sábado, Janeiro 14, 2006

mal passada, por favor!


ter sobre o corpo uma cabeça de elefante. a memória num prato. e comê-la. em silêncio.

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

Ícaro!
























ontem guardei a tua lágrima na minha mão fechada. hoje, ao abri-la, soltou-se um pássaro, frágil, de cera. olhei para o Sol e disse

amizade

apunhalei uma palavra e caí dentro do buraco que lhe provoquei. era uma palavra grande, onde cabiam muitas outras. e eu, olhando para cima, achei que nunca iria conseguir sair dali.

amor

pintei as minhas mãos de verde e ergui-as no céu. como duas árvores. nelas poisaram duas aves que se amaram entre os ramos. as minhas mãos cresceram cada vez mais...

Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

9 perspectivas sobre o mundo irreal


Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

existência

um pensamento filosófico chegou um dia à beira de um rio que corria para norte. perante tal impossibilidade, sentou-se numa pedra a cogitar, logo, a existir. e existiu tanto que nem deu pelo Tempo por ele passar vestido de negro.