terça-feira, outubro 31, 2006

a primeira lição (e última) do meu anterior lápis

























quando se amar muito alguém...nunca desenhar um precipíciooooooooooooooooooooooooooooooooooo

quinta-feira, julho 27, 2006

terça-feira, julho 04, 2006

sexta-feira, junho 23, 2006

o Touro e a Planta


o meu anjo da guarda sentou-se em cima da minha cabeça e disse-me: «tu nunca agarraste a vida pelos cornos. puxaste-lhe sempre e apenas o rabo!». logo um rio de lágrimas saiu dos meus olhos em cascata caindo sobre os meus pés enterrados num vaso.

quarta-feira, junho 21, 2006

terça-feira, junho 13, 2006

eis a razão dos meus torcicolos...

























o pescoço é a parte do corpo dos vertebrados que une a cabeça ao tronco. e existe uma grande probabilidade de eu, num futuro não muito longínquo, me afogar nele.

domingo, maio 21, 2006

sábado, maio 13, 2006

o meu gato continua [nostálgico] a olhar para a janela do meu quarto...


...enquanto o meu silêncio é apenas exterior. e, dentro da minha cabeça, existem agora tantas palavras que não consigo decidir quais usar para te dizer...

terça-feira, maio 09, 2006

queria dizer-te algo mas...não sei. terei as palavras certas dentro de mim?


decido fazer o pino para que todas as palavras existentes dentro de mim se concentrem no meu cérebro. enquanto espero observo o meu gato que olha [nostálgico] para a janela do meu quarto.

segunda-feira, maio 08, 2006

quinta-feira, abril 27, 2006

ouviste o meu silêncio e...


...espreitaste pela porta que deixei entreaberta... viste que eu estava sentada. a sorrir. mas as mãos seguravam o meu próprio coração ensanguentado e fora do peito.

terça-feira, abril 25, 2006

ZZZZZ..........ZZZZZ..........ZZZZZ..........




















um dia sentei-me a pensar na Vida. com Ela enroscada no colo, como um gato. passaram-se anos e, quando decidi levantar-me, reparei que Ela tinha muito menos pêlo.

quarta-feira, abril 19, 2006

...tens fio suficiente?


perdi-me algures dentro de mim. num labirinto cinzento. gelado. as minhas asas [de insecto] estão coladas com a humidade. não consigo voar. nem posso. há predadores nas paredes à minha espera. procura-me. e se me encontrares leva-me para fora de mim. para perto de ti. sinto frio. e o labirinto é grande...

domingo, abril 16, 2006

quarta-feira, abril 12, 2006

sofrerei de algo contrário ao sigmatismo?


a pronúncia [incompleta] de uma palavra deixou-me uma letra amarga na boca. ficou colada ao céu da boca. como uma estrela mas sem brilho. cuspo-a. é um S. de profunda Saudade. lembras-te das osgas no verão mastigando insectos como pastilhas?

sábado, abril 08, 2006

quinta-feira, abril 06, 2006

terça-feira, abril 04, 2006

quinta-feira, março 30, 2006

domingo, março 26, 2006

terça-feira, março 21, 2006

segunda-feira, março 20, 2006

consegues respirar debaixo de água?


estás dentro de mim. e eu gosto de ti dentro de mim. quero-te dentro de mim. para sempre! mas não quero isolar-te com a minha dor. vou arrancá-la do peito e enchê-lo de Mar.

domingo, março 19, 2006

nos milésimos de segundo que antecedem a queda penso...será o mundo inteiro uma gigantesca prisão?


















sempre o mesmo aquário. redondo. e todos os dias as mesmas pedras. a mesma comida. enlouqueço! quero sair! furiosa e desesperadamente dou um salto. com a impulsão consigo projectar o corpo para o exterior desta masmorra líquida.

sexta-feira, março 17, 2006

quarta-feira, março 15, 2006

segunda-feira, março 13, 2006

nascem-me cogumelos na pele


deito-me. a humidade cola-se (pegajosa) à minha pele. lambo-me e sinto o meu sal. e também o teu açúcar. então pergunto-me (enquanto continuo a lamber-me): ainda o teu sabor doce no corpo e já esta saudade insuportável? decido levantar-me e beber um copo de água. deito-me outra vez. e penso (enquanto lambo as costas): hoje vou jantar bifinhos aux champignons e comer-te em forma de saudade.

quarta-feira, março 08, 2006

oinc!...




















...ou os dias cinzentos em que sentimos um forte impulso de abrir o peito e arrancar o coração. com as nossas próprias mãos. enquanto os nossos próprios desenhos nos olham. pensativos.

domingo, março 05, 2006

la vache qui chante


















enquanto eu exprimo a alegria através de uma contracção especial dos lábios, da boca e dos músculos da face, acompanhada de sons desarticulados e de contracções abdominais.

sábado, março 04, 2006

a impossibilidade da comunicação. sou uma parede onde nascem algumas flores


às vezes, quando falam comigo, nascem-me flores no lugar da cabeça. a comunicação revela-se assim impossivel.

quinta-feira, março 02, 2006

o mar ilíquido



















tento não pensar. mas afundo-me num mar de pensamentos. e descubro todos os dias que ainda não sei nadar.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

terei subido alguns degraus?


quando olho para dentro de mim só vejo escadas. se descer, chegarei à Solidão? e se subir, encontrarei a Loucura? sento-me. decidir pode demorar quase uma vida. olho para o espelho. pareço diferente...

sábado, fevereiro 25, 2006

engoli a semente do vento pensando que era uma aspirina

















logo depois senti: no copo uma tempestade. no corpo outra ainda mais violenta.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

a insegurança das mãos
























às vezes nascem seres estranhos nas extremidades dos lápis. e depois tenho medo de desenhar. porque podem morder-me.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

canso-me desta pele opaca
























quando puderes rasga-me a pele. queres? e engravida-me com o teu sorriso...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

tenho que lavar a boca com champô anti-caspa!

























envolvi-me com a primeira sombra que encontrei. e mastiguei, na escuridão, as tuas palavras. com a fúria de quem quer esquecer. sujaram-me os dentes. agora não quero sorrir nunca mais. penso:

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

a insustentável leveza da Vida


escondo-me de mim. não quero encontrar-me. porque, se isso acontecer, encontrar-te-ei a ti. algures. dentro de mim. na curva de uma veia. ou no canto de um osso. na raiz de um cabelo. a mastigar-me. para me lembrares que existes. e que eu existo. e que o Tempo passou enquanto eu olhava para o relógio. escondo-me. sem querer, caio num buraco. sem fundo. vejo as estrelas que estão no outro lado à medida que vou atravessando as entranhas da Terra. então penso, se não me agarrar a nada cairei a Vida inteira. e a Morte inteira também.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

07:15
















...a esta hora não há barcos para o Esquecimento!

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

terça-feira, janeiro 31, 2006

saudade




















comecei por engolir a tua fotografia. depois arranquei os olhos e engoli-os para te ver. depois queria abraçar-te e engoli todo o meu corpo. mas fiquei ainda mais só dentro de mim.